Implantes

Implante dental dói? Tudo sobre o procedimento e a recuperação

Dr. Fábio Lopes Duarte
Cirurgião bucomaxilofacial — Fundecto USP
08 de abril de 20253 min de leitura

A pergunta mais ouvida em qualquer consulta de implante é a mesma: dói? A resposta honesta é que, com a técnica e o planejamento corretos, o procedimento é mais tranquilo do que a maioria espera. Veja como funciona — da cirurgia à integração completa.

Como funciona a cirurgia de implante

O implante é um pino de titânio que substitui a raiz do dente perdido, fixado diretamente no osso da maxila ou mandíbula. A cirurgia é planejada por tomografia 3D, que mostra com precisão a anatomia óssea, nervos e seios maxilares — minimizando riscos e otimizando posicionamento.

Anestesia e conforto durante o procedimento

O implante é feito com anestesia local, semelhante à de uma restauração. Em casos selecionados, oferecemos sedação para pacientes mais ansiosos. Durante o ato cirúrgico, o paciente sente pressão e vibração, mas não dor. A grande maioria relata, no fim, surpresa positiva: foi muito mais simples do que imaginavam.

Recuperação pós-operatória

O pós-imediato envolve repouso relativo nas primeiras 24–48h, uso de gelo intermitente e medicação prescrita para dor e inflamação. Inchaço leve e desconforto moderado são esperados nos primeiros 3 dias e cedem progressivamente. A maioria dos pacientes retorna ao trabalho em 1–3 dias.

Cuidados essenciais

Higiene cuidadosa da região, alimentação fria e pastosa nas primeiras horas, evitar esforço físico intenso por uma semana e suspender o tabagismo são pontos críticos. A adesão a essas orientações eleva muito a taxa de sucesso do implante.

Quando o implante está totalmente integrado

A osseointegração — fusão do osso com o titânio — leva entre 3 e 6 meses. Após esse período, é instalada a prótese definitiva. Em casos selecionados, é possível colocar dente provisório no mesmo dia, técnica conhecida como carga imediata, sempre conforme a qualidade óssea e o planejamento.

Sinais de alerta

Dor crescente após o terceiro dia, inchaço que aumenta, secreção purulenta ou febre alta devem ser comunicados imediatamente. Esses sinais são raros e, identificados cedo, são facilmente tratáveis.

Perguntas frequentes

Não, quando realizado por especialista com planejamento adequado. As taxas de sucesso ultrapassam 95% em pacientes saudáveis.

A recuperação inicial dura de 3 a 7 dias. A osseointegração completa leva de 3 a 6 meses.

Na maioria dos casos, sim — desde que não seja atividade de grande esforço físico. Recomendamos planejar o procedimento numa quinta ou sexta para descansar no fim de semana.

O termo correto é falha de osseointegração. É raro (menos de 5% dos casos) e quase sempre relacionado a fatores como tabagismo, doenças sistêmicas descontroladas ou higiene insuficiente.

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